Homem confessa ter matado e esquartejado mulher; ele recebeu valor de aluguéis dizendo que ela havia morrido de Covid


Um morador de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi preso no Piauí na quinta-feira (1º) suspeito de matar a mulher. Segundo a polícia, ele cometeu o crime no Rio, em fevereiro, e depois fugiu. O homicídio só foi descoberto por causa de cartas enviadas por ele cobrando os aluguéis de imóveis da vítima.

As investigações da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) apontaram que Alexandre Carvalho teria matado Célia Aparecida Cardoso, que morava em Guaratiba e era dona de vários imóveis. Eles mantinham um relacionamento havia 3 anos e ela estava desaparecida desde o dia 9 de fevereiro.

Depois de morta, o corpo foi esquartejado. Parte dos restos mortais foram deixados em Guaratiba e outra parte em Deodoro. Ele confessou o crime.

Alexandre foi preso em Parnaíba, no Piauí. Ele foi trazido para o Rio de Janeiro. Segundo a investigação, mesmo após a morte, ele recebia o valor do aluguel dos imóveis da mulher.

Os investigadores desconfiaram quando Alexandre mandou cartas para os inquilinos dizendo que Célia havia morrido de Covid-19 e que, a partir daquela data, todos deveriam passar a depositar os aluguéis na conta corrente dele.

“Ele fez uma carta, de próprio punho, direcionada aos inquilinos para justificar que os aluguéis fossem pagos a ele”, afirmou a delegada Ellen Souto.

De acordo com as investigações, Célia Aparecida Cardoso foi morta em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, pelo companheiro — Foto: Reprodução/ TV Globo


Amigo denunciou desaparecimento

Célia, uma técnica de enfermagem aposentada de 58 anos, foi morta em fevereiro, mas a Polícia Civil foi comunicada dois meses depois, no dia 23 de abril, por um amigo da vítima. Ele encontrou um dos inquilinos, que contou que ela havia morrido após retornar ao seu estado de origem.

Este amigo entrou em contato com os familiares de Célia, que negaram que ela tivesse passado por lá e falaram que os contatos cessaram perto da data da morte.

Cartas foram enviadas aos inquilinos pelo companheiro da vítima dizendo que o valor dos aluguéis deveria ser depositado na conta dele — Foto: Reprodução/ TV Globo

Companheiro abusivo

Segundo a delegada, Alexandre tinha um comportamento abusivo e já teria tentado matar Célia anteriormente, jogando-a do segundo andar da residência do casal. Na ocasião, ele foi impedido por vizinhos de cometer o crime. Eles chegaram a romper a relação, mas voltaram um mês depois.

“Essa relação era caracterizada por um abuso físico, psicológico e financeiro, uma vez que a vítima era quem sustentava Alexandre, que fazia trabalhos eventuais como mecânico. E se valendo de um dos veículos dos clientes, ele ocultou o cadáver de Célia”, disse a delegada.

A vítima foi morta e esquartejada na casa onde ela vivia com Alexandre. Uma perícia identificou vestígios de sangue no local. A faca usada no crime também foi encontrada pelos policiais.




Fonte:G1


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