Doença da urina preta é investigada em quatro estados brasileiros


Foto: Ilustrativa

Casos da Síndrome de Haff, conhecida como doença da urina preta, associada ao consumo de peixe, são investigados em ao menos quatro estados brasileiros. A maioria está concentrada no Amazonas, onde já foram notificadas 61 suspeitas em 10 cidades, mas há registros também na Bahia, no Ceará e no Pará.

No Pará, o caso mais recente envolve um casal que consumiu pescada amarela e apenas a mulher desenvolveu sintomas. Logo no início, a Secretaria Municipal de Saúde de Belém coletou material para análise no laboratório central do estado.

"A pessoa que comeu o peixe se sentiu mal, teve mal-estar, dores no corpo e urina escura. Ela esteve no hospital, foi imediatamente internada, passou uns 5 dias e teve alta. O material que ela ingeriu, que ainda havia no local onde comprou, foi encaminhado para análise também”, contou Claudio Salgado, diretor de Vigilância em Saúde de Belém.

Segundo ele, a maioria dos peixes consumidos pelos pacientes com suspeita no país eram de água doce.

"Acontece que temos surtos na Bahia com peixes de água salgada. Além disso, sabemos que alguns crustáceos também podem causar a síndrome. Então é difícil fechar em um peixe ou outro e dizer que precisa parar de comercializar."

O Brasil, até o momento, registrou ao menos uma morte associada à doença da urina preta: uma mulher em Itacoatiara, no interior do Amazonas. Outros óbitos são investigados como suspeitos.

O secretário alerta para os perigos da falta de diagnóstico precoce. "O paciente precisa de muita hidratação por que se trata de uma toxina, e ela pode fazer com que os rins parem de funcionar."


Fonte: banda.uoul.com

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