Preso em São Luís foragido que é suspeito de ser um dos mandantes da morte de adolescentes que cavaram as próprias covas

Joyce Ellen e Maria Eduarda antes de serem mortas. (Foto: Divulgação)


A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) prendeu, na tarde desta segunda-feira (11), no bairro Cantinho do Céu, em São Luís, um dos suspeitos de ser o mandante da morte de duas adolescentes que foram obrigadas a cavar as próprias covas antes de serem mortas, em Timon, município distante 431 km de São Luís.

De acordo com a Polícia Civil, o preso estava foragido do sistema prisional desde o mês de novembro de 2020, quando foi levado a uma consulta médica no Hospital Dr. Clementino Moura (Socorrão II), em São Luís, de onde conseguiu fugir dos agentes que faziam sua escolta.

Segundo o Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO) da Superintendência Estadual de Investigação Criminal (Seic), o preso já é condenado pelos crimes de tráfico de drogas e roubo, crimes estes pelos quais cumpria pena antes da fuga. Além disso, o acusado também possui um mandado de prisão preventiva em aberto pelos crimes de integrar organização criminosa e por ser suspeito de ser um dos mandantes dos homicídios contra Joyce Ellen, de 15 anos, e Maria Eduarda, de 17 anos, que foram obrigadas a cavar as próprias covas, na cidade de Timon, no dia 21 março deste ano.

A prisão foi realizada por investigadores do DCCO com apoio da Seccional Oeste e da Delegacia de Roubo e Furtos(DRF).Após as formalidades de praxe, o preso foi encaminhado ao sistema penitenciário.


Sede da Superintendência Estadual de Investigação Criminal (Seic), em São Luís. (Foto: Divulgação / Polícia Civil)


Entenda o caso

Joyce Ellen e Maria Eduarda foram torturadas, mortas e os corpos enterrados após serem sentenciadas de morte em um ‘tribunal do crime’, realizado por uma facção criminosa, em Timon. Na época dos crimes, vídeos foram gravados pelos criminosos mostrando as duas adolescentes cavando as próprias covas antes de serem mortas.

Ao todo, oito pessoas já foram presas por envolvimento no caso. "A Joyce residia na área da organização rival e postava fotos fazendo menção apenas por brincadeira. Já Maria Eduarda morava na área da organização que a matou, fazia fotos com o símbolo da referida facção sem ao menos participar e foi executada", informou o delegado Antônio Valente, da Delegacia de Homicídios de Timon.


Fonte: Imirante

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