TRT-MA determina 80% da frota de ônibus em circulação durante greve em São Luís


O Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA) determinou, na noite desta terça-feira (15), que o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (Sttrema) mantenha 80% da frota do transporte público da Região Metropolitana de São Luís em circulação durante a greve deflagrada pelos rodoviários nas primeiras horas desta quarta-feira (16). As decisões liminares são do desembargador Luiz Cosmo da Silva Junior, que atendeu a um pedido do Município de São Luís, e da desembargadora Solange Cristina Passos de Castro, após requerimento do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET).

As decisões liminares do TRT-MA ressaltam que o Sttrema não poderá fazer qualquer medida de protesto alternativo durante a greve, como a circulação de veículos sem cobranças de passagens, "Operação Tartaruga", barricadas nas portas de garagens ou impedir rodoviários que não queiram aderir ao movimento de trabalhar. Caso não cumpra o mínimo de 80% da frota do transporte público em circulação na Região Metropolitana de São Luís ou faça algum desses protestos previstos na liminar, o Sindicato dos Rodoviários terá de pagar multa diária de R$ 50 mil.

Os rodoviários de São Luís decidiram, por unanimidade, deflagrar uma greve geral do transporte público, a partir das primeiras horas desta quarta-feira (16), na Grande Ilha. A decisão foi tomada em assembleia realizada na manhã desta terça-feira (15) pela categoria, para tratar do impasse com os patrões na busca de garantias salariais e de outros benefícios.

Na semana passada, em audiência no Ministério Público do Trabalho do Maranhão (MPT- MA), os empresários fizeram uma proposta para os trabalhadores de conceder reajuste salarial de 5%, mediante a demissão de todos os cobradores do sistema. A proposta foi considerada desrespeitosa pela categoria, que alega que o percentual oferecido não chega nem próximo das perdas inflacionárias sofridas no decorrer do último ano e que está fora de cogitação qualquer possibilidade de demissão de trabalhadores do sistema.

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