Rajadas de vento ainda podem ocorrer na Ilha

Na praia do meio o vento forte, acompanhado de chuva, deixou estragos. (Foto: Reprodução)




Em todo o mês de março, apenas 2 dias não choveu na Grande Ilha, segundo o Núcleo Geoambiental da Universidade Estadual do Maranhão.

O mês de abril já começou com fortes ventos, conforme o verificado no último domingo. Na Praia do Meio, em São José de Ribamar, região metropolitana de São Luís, o vento forte acompanhado de chuva intensa deixou estragos.

Várias barracas na praia foram arrastadas e alguns carros foram atingido. Vários vídeos foram compartilhados em redes sociais e algumas pessoas chegaram a ter ferimentos leves, segundo informações do Corpo de Bombeiros.

O Instituto Nacional de Meteorologia já havia emitido alerta sobre o forte vento no final de semana. Outro alerta foi emitido às 9h de ontem, com duração de 24h. Segundo o Inmet, durante esse período podem ocorrer chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora e de 50 a 100 milímetros dia, além de ventos intensos, entre 60 e 100 quilômetros por hora.

Para o meteorologista Gunter de Azevedo Reschke, essas rajadas de vento, geralmente localizadas, são até difíceis de mensurar, e são de certa forma comuns, sempre que se aproximam chuvas de rápida formação. “Elas precedem a chuva, às vezes um pouco mais forte e curta, de certa forma mais frequente em lugares remotos”, comentou.

“No Terminal da Cohama o que se viu foi algo específico”

Terminal de Integração da Cohama. (Foto: Reprodução)

Segundo ele, nos meses de abril e maio, as rajadas de vento podem ser comuns de acontecer, a exemplo da que ocorreu no dia 19 de março no Terminal de Integração da Cohama. “No Terminal da Cohama o que se viu foi algo específico naquele espaço, em tempo curto, que causou o destelhamento do local.

“O mais preocupante era se uma ferragem daquela tivesse atingido alguém. Sempre há essa preocupação, porque toda chuva convectiva, a formação de nuvens mais escuras, geralmente vem acompanhadas de rajadas de vento, descargas atmosféricas (raios) trovões e chuvas de moderada a forte”, alertou Gunter.

As chuvas convectivas são frequentes em regiões com altas temperaturas como São Luís. Ocorrem em razão da diferença de temperatura nas camadas próximas à atmosfera terrestre.

De acordo com o Inmet, é uma chuva de abrangência local (áreas pequenas) e ocorre quando há a movimentação do ar, isto é, o ar frio desce, por ser mais denso, e o ar quente eleva-se, por ser mais leve.

Ao subir, o ar quente carrega toda a umidade, inicia-se o processo de condensação e, depois, ocorre a precipitação. São geralmente chuvas de pouca duração, contudo possuem alta intensidade.

O mês de abril costuma apresentar, segundo o NuGeo, os maiores índices pluviométrico na região Norte do estado, onde normalmente as chuvas ficam compreendidas no intervalo de 340 a 460 mm, com destaque para a ilha de São Luís onde os valores ficam acima de 460 mm.

Os menores índices pluviométricos se concentram no extremo sul do estado, chegando a mínimos de 120 mm próximo as regiões de Balsas e Alto Parnaíba.

A faixa central do estado compreendidos entre os paralelos 4 a 6°S, é a onde se encontram volumes pluviométricos entre 330 e 200 mm.

De acordo com o NuGeo, o mês de abril é o segundo mais chuvoso no estado, atrás do mês de março. Segundo a climatologia, no mês de maio, normalmente, há uma drástica diminuição de chuvas no sul do estado, apresentando valores abaixo de 50 mm, mostrando sinais de transição para a estação seca.

Boa parte do Norte ainda apresenta chuvas significativas, variando entre 200 e 300 mm, pois esta parte do estado está quase no fim do período chuvoso.

O mês de junho apresenta quase o cessamento das chuvas no extremo sul do estado e representa o início do período seco na região; somente o centro-norte do Maranhão ainda apresenta chuvas significativas entre 100 e 200 mm e para a região representa o final do período chuvoso.



Fonte: Oimparcial

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