São Luís tem a menor renda média mensal das metrópoles do país

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A Região Metropolitana de São luís foi apontada como a que possui a menor renda média mensal do país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio do Boletim Desigualdade nas Metrópoles.

A renda média mensal não chega nem a R$ 740 reais. O estudo foi produzido por pesquisadores da PUC do Rio Grande do Sul, do Observatório das Metrópoles e da Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina, usando dados do IBGE.

No país, a renda domiciliar per capita caiu pelo segundo trimestre seguido, atingindo, no fim de 2021, o pior nível da década: R$ 1.378, que é 10,2% menor que antes da pandemia.

O vendedor Raimundo Madruga vende de tudo um pouco e, nos minutos vagos, vira flanelinha para garantir o sustento da família com pouco mais de um salário mínimo.

"Eu vejo a situação que a gente anda hoje em dia, não tem emprego e a gente sobrevive é aqui, né? Vivo de aluguel...", afirmou.

No início da pandemia, a queda da renda média foi puxada pelo tombo no orçamento financeiro dos mais pobres e de quem vive do comércio informal. Agora, o empobrecimento atinge todas as classes sociais. Em grande parte, culpa da disparada da inflação.

"Combustível, supermercado, alimentação... Tá tudo muito caro. Inflação tá alta demais", afirmou Anderson Alexandre, microempresário.

"O que vai explicar essa queda ao longo dos últimos trimestres é o rendimento proveniente do trabalho. Podemos citar dois fatores. Um deles é que vem sendo constatado no número de pessoas ocupadas, esse aumento se dá da seguinte forma: Pessoas estão sendo inseridas no mercado de trabalho como pessoas ocupadas em situação precária. E quanto mais precária, maior a tendência de um rendimento menor", declarou José Reinaldo, tecnologista da informação do IBGE.

Para os 10% mais ricos do Brasil, a perda foi de 12,8% da renda no último trimestre de 2021, comparado ao ano anterior. Diante disso, esse sociólogo John Kennedy critica o atual modelo econômico.

"Temos tido um crescimento do agronegócio de numa cifra de 5% ao ano, mais ou menos, o que tem levado a concentração de terra, destruição das cadeiras produtivas da pequena propriedade camponesa, como a mandioca, arroz, etc... Logo, aumento no preço dos alimentos em inflação", contou o sociólogo.

Para o economista Wagner Matos, a saída da pobreza está, principalmente, na geração de novos empregos.

"Agora, com a retomada das atividades econômica, temos que ter um incentivo maior do governo do estado porque as empresas sofreram com o fechamento da economia. A gente espera que o governo, o poder público, os políticos, possam também olhar a parte de criação de emprego através da iniciativa privada, que vai gerar também arrecadação de impostos para o governo investir nas políticas públicas", explicou.

Sobre a geração de empregos, a Prefeitura de São luís disse que tem facilitado a abertura de novas empresas através da integração da Rede SIM, por meio do programa São Luís Mais Empreendedora, que tem, entre as ações, parcerias com instituições de fomento ao crédito. Já o Governo do Estado disse que números do CAGED mostram que foram geradas mais de 42 mil vagas adicionais de emprego com carteira assinada ano passado no Maranhão, numero que superou a marca de 2020 e quem trabalhando na criação de novas oportunidades.

Fonte: G1MA


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