Dino diz que é "constrangedor" ver o ex-juiz suspeito Moro assassinar o Direito em tweets

Flávio Dino, Lula e Sérgio Moro (Foto: Brasil 247 | Abr)

247 – O ex-governador do Maranhão, Flávio Dino, que passou em primeiro lugar no mesmo concurso para juiz federal prestado pelo ex-juiz suspeito Sergio Moro, que está sendo investigado por fraude eleitoral, viu com pesar as manifestações feitas pelo ex-magistrado, que destruiu 4,4 milhões de empregos, contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Confira e saiba mais:

O ex-juiz Sérgio Moro, condenado por parcialidade pelo Supremo Tribunal Federal nos processos contra o ex-presidente Lula na Lava Jato, reagiu à decisão do Ministério Público Eleitoral nesta segunda-feira (16) de investigar se ele e a esposa Rosângela Moro cometeram crime eleitoral na transferência de seu domicílio do Paraná para São Paulo.

Pelo Twitter, o ex-juiz, que está escanteado pela classe política e luta para sobreviver e disputar algum cargo ao Congresso, lançou suspeição sobre o Ministério Público. "É estranho esse questionamento enquanto a candidatura de um condenado em 3 instâncias seja tratada com naturalidade", disse o ex-juiz, numa referência ao ex-presidente Lula, que provou no Supremo Tribunal Federal e no Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas que foi vítima de perseguição política.
De acordo com o despacho, ao qual o Brasil 247 teve acesso, o promotor eleitoral Reynaldo Mapelli Júnior alega que as explicações apresentadas por Moro e sua mulher “não convencem, impondo-se a necessidade de aprofundamento das investigações para melhor compreensão dos fatos” e solicitou que o casal preste depoimento.

“Pelo menos nesta fase investigatória, quando ainda não foram ouvidas testemunhas e colhidos eventuais elementos comprobatórios complementares, não se pode aceitar o fraco argumento de Sergio Moro de que tem vínculo com a cidade de São Paulo porque recebeu honrarias. Ou que foi contratado pela empresa Alvarez & Marsal — trata-se de empresa para qual prestou serviços por curto período nos Estados Unidos, que tem sede em Nova York, sendo irrelevante por óbvio que tenha um escritório na cidade de São Paulo”, escreve o promotor.

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